domingo, 30 de agosto de 2015

Análise do Blog...

Muito interessante o    blog dos  alunos ,com o blog eles aprendem mais a pesquisar estão de parabéns ..continue assim sempre para cada dia aprender mais..      Atila e José Maria \pais do  José Eduardo...

Rodrigo Bueno

O quadrinista paulistano Rodrigo Bueno, coordenador de arte-educação no Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), fala sobre a sua grande paixão: histórias em quadrinhos (HQs). Nesta entrevista, ele conta como conheceu a arte dos quadrinhos e como ela o impulsionou a desenvolver-se na arte da ilustração. O resultado foi uma grande aula!



Plataforma do Letramento: Rodrigo, ler HQ, em suas várias abordagens, é sempre um prazer. Conte para nós por que e como você se envolveu com a arte dos quadrinhos.
RB: Acho que tive uma porção de motivações. Mas a principal razão da minha afinidade com os quadrinhos foi minha dificuldade em me comunicar verbalmente. Era assim: eu sabia o que queria dizer, mas não conseguia, ficava engasgado, travado nas palavras, na língua, na dicção. Na cabeça a ideia já estava formada e eu sempre ficava aflito em dizer tudo de uma vez. Acho que faltava uma organização interna para expressar claramente as palavras e frases. Quando aprendi que era possível juntar palavra com imagem, da esquerda pra direita, uma complementando a outra, e que eu podia manipular e controlar a ordem disso, senti um grande barato na minha cabeça e uma espécie de alívio também. O papel era paciente comigo, me esperava o tempo que eu precisasse. E depois, quando eu terminava, os adultos sempre me davam atenção e estímulo. Tive muita sorte nesse sentido. Isso tudo entre os 5 e 10 anos, aproximadamente.

PL: Certamente você tinha HQs preferidas quando criança. Quais eram elas, que tipo de histórias traziam?
RB: Não lia muito quadrinho na infância. Gostava de fazer minhas próprias histórias, não tinha interesse nem paciência para ler quadrinhos. Até a Turma da Mônica era meio difícil pra mim. Fui aprender a ler HQ mais tarde, lá pelos 15 anos. Nessa idade eu li tudo com voracidade, qualquer coisa que caía na mão. Fuçava em sebos, descobria coisas antigas como Fantasma, e uns quadrinhos de cowboy. Os autores brasileiros, Geraldão, Chiclete com Banana, Piratas do Tietê. Passei a me divertir em ler de trás pra frente ou de começar a história pelo meio, terminar e voltar para o começo. Nessa fase eu li inclusive Turma da Mônica, o que há de mais convencional no Brasil.

PL: Você tinha autores favoritos?
RB: Na infância eu não tinha menor ideia do que era um autor. Pra mim era difícil entender isso. Ziraldo, Maurício de Souza pra mim eram nomes que não correspondiam a pessoas da vida real. Achava que era uma espécie de marca, tipo Nestlé, que fazia o Nescau. Mas uma vez, aos 11 anos conheci pessoalmente a Ciça Fittipaldi, uma escritora de livros infantis que também desenhava. Uma das experiências mais arrebatadoras que tive. Foi em uma feira do livro. Ela me contou dos personagens que inventava, uma história de uma onça banguela que perdeu os dentes tentando morder um tatu que tinha a casaca muito dura. À medida que ela falava sobre eles, o desenho ia surgindo. Acompanhei os traços do desenho, foi uma experiência real e era um adulto fazendo aquilo. Eu achei aquilo muito incrível.

PL: A diversidade de traços dos quadrinistas, própria dos artistas plásticos, contribuiu para que você enveredasse por esse caminho? Por quê?
RB: Com certeza. A diversidade de traços é um convite à criatividade. Mostra que, apesar das convenções, sempre é possível criar algo diferente, com identidade. Quando comecei a me interessar pelo desenho não tinha habilidade de copiar, simplesmente não conseguia. A mão e a cabeça não iam. Era mais fácil fazer diferente, do meu jeito.

PL: Conhecendo alguns de seus desenhos, sei que eles expressam seu jeito de ser. Quando você começou a desenhar? Fez algum curso para isso ou desenhar é um talento natural?
RB: Talento natural é um conceito complicado. Talento pode ser habilidade? É vocação? É ser autodidata? Em relação aos quadrinhos, ao desenho, à literatura e às artes, sinto (desde criança) uma convicção íntima, uma intuição, um interesse por esses assuntos e um desejo de aprofundar. Não sei se isso pode ser chamado de talento. Será? Frequentei um ateliê de pintura infantil dos 6 aos 12 anos em um centro de cultura japonesa. O professor de pintura era um velhinho japonês que a gente chamava de “sensei” (mestre em japonês). Ele mal falava português. O sensei (cujo nome era Takeo Sawada) não ensinava nenhum tipo de técnica específica ou convenção de pintura ou desenho. Só acompanhava e dava atenção aos trabalhos. Apesar da restrição da língua, ele se comunicava de um modo muito eficiente. Era muito claro quando ele dizia “vontade você!” sempre no começo de uma pintura. Queria dizer “o tema é livre, desenhe o que você quiser, o que tiver vontade”. Uma vez resolvi pintar uma grande área do desenho de bege, ele olhou e disse: “pintor parede!” Na hora eu entendi que ele gostaria de ver mais cores, mais elementos. E, quando a pintura terminava, com as cores e as formas bonitas, ele olhava com atenção e soltava um sonoro “ótimo!”. Essa vivência foi fundamental para as coisas que vieram depois: vários cursos, livres, oficinas e um curso universitário em Desenho Industrial e pós-graduação em História da Arte e Cultura Contemporânea.  

PL: Ao desenhar quadrinhos, você tem que colocar em um espaço pequeno uma série de elementos que precisam complementar e até, de certa forma, substituir a linguagem escrita. Como você faz isso?
RB: Eu ainda estou aprendendo a fazer isso, a compor bem, a fazer escolhas interessantes. Acho que o caminho é conhecer bem as convenções, ter consciência dos efeitos que elas provocam nas pessoas e, no meio disso, ouvir o coração e não ter medo de errar. Uma vez eu li num manual de roteiro para cinema que todo diretor tenta criar uma boa cena. É difícil acertar. Mas se ele acerta, o filme é inesquecível. Mas, se o filme tiver uma cena ruim, o filme inteiro já era. Não há cena boa que salve. É cruel, é como desafinar. Tento sempre me lembrar disso.

PL: HQs geralmente são associadas à leitura infantil. Sabemos que elas não se limitam a esse público. Mas quando as HQs começaram, foram dirigidas ao público adulto ou infantil? O que você pode nos dizer sobre isso?
RB: As HQs surgiram com a indústria de comunicação em massa, com os primeiros jornais e revistas. Nada disso era desenvolvido para criança, muito pelo contrário. A ideia de associar quadrinhos com leitura infantil é recente. A ditadura militar coagiu uma geração de autores “subversivos” ou “imorais” e favoreceu o crescimento de um mercado mais inofensivo, infantilizado. Tem algumas publicações que contam bem essa história. Recomendo o livro A Guerra dos Gibis, do Gonçalo Junior. Hoje existe um movimento muito interessante: os quadrinhos estão ocupando espaço nas livrarias. Há um crescente mercado que consome livros de quadrinhos elaborados em um ritmo menos intenso que aquele que abastece as bancas de jornais. A elaboração de um livro de quadrinhos costuma se aproximar de uma obra literária mais profunda e amadurecida.   

PL: Ler quadrinhos é fácil ou difícil? Por quê?
RB: Quadrinhos exigem uma alfabetização específica. Saber ler as imagens, os códigos visuais e a interação deles com o texto é algo que se aprende e isso exige certo esforço. Daí, a dificuldade varia conforme a complexidade e sofisticação desses elementos na história.

PL: Atualmente, o gênero HQ é menos estigmatizado do que há algumas décadas e até faz parte de currículos de ensino de língua. Se você fosse professor de crianças que desejassem aprender a ser quadrinistas, o que ensinaria para eles?
RB: Acho que, pra começar, descobrir o que as crianças desejam, do que gostam pra valer, quais são as fantasias prediletas, onde gostariam de ir e o que acham importante dizer. Em cima disso, a alfabetização da língua dos quadrinhos, os elementos simbólicos que caracterizam uma fala, um pensamento, um estrondo... E antes de começar, saber para quem é a história. Escolher alguém especial que valha a pena o trabalho.  

Clique no Blog do Rodrigo Bueno para conhecer o trabalho do artista.

Conheça o Peixe Peludo - personagem criado por Rodrigo em parceria com o quadrinista  Rafael Moralez - e acompanhe sua trajetória
pelo mundo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Visita do Museu Puc Minas

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Resultado de imagem para museu pucNo dia 25 de agosto fomos ao museu de  história natural vimos fósseis de animais baleias, girafas, elefantes, dinossauros, preguiça gigante,morcego,urso do Brasil e etc.O que eu mais gostei foi dos macacos.O  gorila  Idim  Amim que era do zoológico de BH  nasceu em 1975 e faleceu em 2012.A causa da morte dele foi diabete.Quando  ele  faleceu o zoológico doaram o corpo dele  para o museu da puc  e lá o gorila foi empalhado e tem outros bichos da fauna atual empalhado

Redação sobre sua avó

Quando eu era criança minha avó gloria cuidou do meu cordão umbilical,ajudou a minha mãe a cuidar de mim, sempre ia me visitar minha avó gloria ela é legal,engraçada,mas hoje só  anda com a ajuda  da bengala e ela mora em Campo Belo.É  uma cidadezinha perto de Oliveira e Carmópolis lá em Campo Belo é bem legal.Minha avó é alta ,  tem olhos castanhos, cabelo branco e peso normal  minha avó tem 7 filhos 3 mulheres e 4 homens e tem vários netos e tem 2 bisnetos.Quando vou com meu pai e minha mãe visitar meu avos sempre no  domingo  minha avó faz  um frango ,arroz e macarrão e minha mãe e meu pai ajudam  a minha avó.Ela gosta de gato é o animal que ela mais gosta essa e a história da minha avó gloria.
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Paulo Mendes Campos

Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria Jos?de Lima Campos. Começou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo (onde o padre professor de Português lhe vaticinou: "Voc?ainda ser? escritor") e terminou em São João del Rei.
Começou os estudos de Odontologia, Veterinária e Direito, não chegando a complet?los. Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, gostava de brincar, s?teve o de datilógrafo. Muito moço ainda, ingressou na vida literária, como integrante da geração mineira a que pertence Fernando Sabino e pertenceram os j?falecidos Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, João Ettiene Filho e Murilo Rubião. Em Belo Horizonte, dirigiu o suplemento literário da Folha de Minas e trabalhou na empresa de construção civil de um tio.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Resultado de imagem para paulo mendes  campo biografia

Ziraldo

Ziraldo (1932) é cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. É conhecido como o inventor do personagem de quadrinhos infantis O Menino Maluquinho e fundador da revista O Pasquim.
Ziraldo Alves Pinto (1932) nasceu em Caratinga, Minas Grais, no dia 24 de outubro de 1932. Em 1954, trabalhou num jornal Folha de Minas. Formou-se em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, em 1957 e no mesmo ano foi trabalhar na revista O Cruzeiro, publicação de grande prestígio na época. Em 1963 ingressou no Jornal do Brasil, quando já tinha personagens de quadrinhos conhecidos como a Turma do Pererê, o primeiro feito a cores no Brasil. Porém, sua tiragem foi cancelada com o advento do regime militar brasileiro em 1964.
Ziraldo fundou a revista Pasquim, no qual participava diversos críticos do regime militar, como os cartunistas Jaguar e Henfil.
Em 1980, foi lançado o livro "O Menino Maluquinho", publicação que lhe renderia um grande sucesso, inclusive, alguns anos mais tarde, sendo produzido um programa de televisão com o personagem, o que contribui muito para torná-lo mais conhecido pelo público.
Nos anos 90, Ziraldo colabora com a Revista Bundas, publicação periódica que satirizava outra revista chamada Caras, cujo teor era o cotidiano da elite brasileira.
As obras de Ziraldo já foram publicadas em revistas conhecidas internacionalmente, como a inglesa Private Eye, a francesa Plexus e a americana Mad.
Em 2008, Ziraldo recebeu o VI Prêmio Ibero Americano de Humor Gráfico Quevedos. O prêmio recebido pelo cartunista deveu-se à importância social e artística do autor.
Interessante trabalho de Ziraldo é a participação na Oficina do texto, onde ilustra os textos de alunos de escolas do Brasil inteiro, atingindo um grande número de crianças.
Ziraldo tem dois filhos, a cineasta Daniela Thomas e o compositor Antônio Pinto.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Resultado de imagem para ziraldo biografia                                                  Resultado de imagem para ziraldo biografia                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Relatório a História do email

Chega a ser engraçado quando pensamos como a Internet dominou tão rápido o nosso cotidiano, não é mesmo? E pensar que, há pouco mais de 10 anos, não tínhamos aquele desespero por checar os emails, as últimas novidades e conversar com os nossos amigos.

A Internet evoluiu tão rápido que os emails tornaram-se o nosso endereço virtual para muitas coisas, e não somente como correio eletrônico. E, como várias grandes invenções que temos hoje, tudo começou com uma simples brincadeira.

Para quem não sabe, email significa electronic mail — ou seja, correio eletrônico. Normalmente os endereços vêm com uma "@" (arroba) logo depois do nome do usuário. Em inglês, essa arroba é lida como "at", que significa o termo "em". Isso significa que o usuário está "em" um determinado domínio.

A arroba é criada.Esse termo, e o próprio email como conhecemos hoje, foram inventados por Ray Tomlinson, um programador dos Estados Unidos. Em 1971, o programador usou a ARPANET (a rede de computadores que deu origem à Internet como conhecemos hoje) para fazer envio e leitura de mensagens simples.

Tomlinson criou o aplicativo SNDMSG, um software extremamente simples, com somente 200 linhas de código, mas que permitia a troca de mensagens entre usuários conectados no mesmo PC.

Para adaptar o SNDMSG, Tomlinson usou um protocolo de transferência de arquivos chamado CYPNET. Assim, era possível que qualquer um que estivesse conectado à ARPANET trocasse mensagens, mesmo que não usasse o mesmo PC. E, da mesma maneira, resolveu adotar a "@" para identificar quem e de onde vinham as mensagens. Nem o próprio criador lembra qual foi a primeira mensagem, mas há rumores de que foi algo como "QWERTYUIOP".

É claro que tiveram protótipos semelhantes à proposta de Ray Tomlinson, mas foi a sua criação que realmente deu origem ao email como conhecemos hoje.
No início o email teve a função de trocar mensagens simples entre usuários da ARPANET, como se fosse o nosso SMS de hoje em dia. Conforme o sistema foi evoluindo, a possibilidade de mandar mensagens maiores foi aumentando cada vez mais. E assim, o email começou a ser mais visto como, de fato, um correio eletrônico.
É claro que, mais tarde, o email foi visto também como uma oportunidade comercial. Na verdade, já em 1978, Gary Thuerk enviou para cerca de 600 pessoas da ARPANET uma mensagem tentando vender o Decsystem-20, um computador novíssimo da época. Foi o primeiro SPAM de todos. E a reação dos que receberam foi como já é hoje em dia: nada boa.
Mas, a maior possibilidade que o email trouxe era o fato de poder se comunicar com outra pessoa de outro canto do mundo. Matar as saudades dos parentes distantes agora era possível, assim como conhecer novas pessoas e se comunicar de maneira mais prática. Esses eram os primeiros propósitos para o sistema que ainda estava se desenvolvendo.

Como nem todos tiveram a oportunidade de ter o seu próprio email na década de 1970, foi em meados de 1990 que começaram a surgir os primeiros serviços de hospedagem. Na verdade, já era normal que você recebesse o seu próprio email quando assinasse algum provedor.

A primeira logo do Hotmail.O primeiro email gratuito foi o Hotmail, feito por um indiano chamado Sabeer Bhatia. A intenção era a de criar um email baseado na Web. Dessa forma, qualquer um poderia acessar o seu correio eletrônico de qualquer computador.

Em 1997, Bhatia vendeu o Hotmail para a Microsoft pela generosa soma de 400 milhões de dólares. Hoje, chamado de Windows Live Hotmail, integra vários serviços, como: Favoritos, Galeria de Imagens, Domínios, Blogs, Busca, Messenger e até XBox LIVE.

Ainda assim, há controvérsias de que, na verdade, o primeiro serviço de webmail gratuito foi o RocketMail, desenvolvido pela Four11 Corporation. Tanto o serviço quanto a empresa desenvolvedora foram comprados depois pela Yahoo!
O layout do RocketMail.
E assim, na mesma época, também surgiram outros serviços de email, como o Yahoo! Mail e o AOL (hoje chamado de AIM). A maioria dos serviços de email eram pagos. Aqui na terra tupiniquim, os primeiros emails gratuitos só foram surgir no final dos anos 90. É o caso do ZipMail, que logo no começo já foi um verdadeiro sucesso. Não se sabe se foi a publicidade, o portal o excelente serviço ou todo o conjunto da obra.

Logo após, com os slogans "Todo brasileiro merece ter um e-mail grátis." e "O e-mail grátis do Brasil." surgia o Brasil OnLine, chamado comumente de BOL. Além de tanto afirmar ser gratuito (o que era estampado na maioria dos serviços da época), dizia-se ser a marca registrada do país e prometia velocidade e facilidade em seu uso.
Layouts do BOL e ZipMail

A capacidade precisava ser aumentada.É claro que a capacidade dos emails foi crescendo junto com a necessidade dos usuários (e até muito além disso). No começo as mensagens eram as mais simples possíveis, e não precisavam de uma super capacidade de armazenamento. Textos simples não ocupavam muito mais do que alguns KBytes de espaço.

O problema (ou melhor, a tendência) é que, cada vez mais, os usuários perceberam que o email era um local de fácil transferência de arquivos para os seus amigos, colegas e familiares. Por que não usar o próprio email para mandar o trabalho da faculdade, ou aquelas fotos da última viagem?

Assim sendo, a capacidade de 1MB (comum para os serviços de email) foi ficando cada vez mais estreita. E o aumento da capacidade era igualmente tímido: conforme os usuários pediam, o serviço aumentava mais 1 MB de espaço. Dessa forma, os usuários de emails sentiam-se obrigados a deletar as suas mensagens regularmente.

Antigamente o GMail até era chamado de Giga Mail ao invés de Google Mail. Até fazia sentido, já que a inovadora empresa estava oferecendo emails gratuitos com capacidade de armazenamento de cerca de 1 Gigabyte. O conceito era simples: "Nunca mais apague uma mensagem sequer." Mas, o serviço era tão exclusivo que era necessário ter convite de outro usuário.
O fato de o GMail oferecer tanto espaço foi um atrativo para grande parte dos usuários. E isso acabou afetando os outros serviços de email, que ofereciam cerca de míseros 4 Megabytes de espaço (como o Yahoo! Mail e o Hotmail).
Como eles se sentiam muito ameaçados, acabaram se rendendo com o tempo, e passaram a oferecer também bastante espaço de armazenamento. Hoje é muito difícil ver um grande serviço de email que não ofereça, ao menos, 1 Gigabyte de espaço para armazenamento de mensagens.

Como dito anteriormente, o principal propósito do email era permitir que as pessoas se comunicassem à longa distância. O problema é que, atualmente, o email não serve somente para isso. Assim, invadem as nossas caixas postais centenas (e até milhares) de SPAMS, correntes, slides com "bichinhos fofinhos" e mensagens mal intencionadas (com vírus e softwares maliciosos).
Os SPAMS não são páreos hoje.
Atualmente, com tanto espaço de armazenamento, dificilmente as pessoas apagam alguma mensagem. Os SPAMS já são facilmente filtrados e não é difícil se organizar em pastas que dividem as mensagens.
É possível até mesmo criar filtros, para que uma determinada mensagem já seja guardada em uma pasta, por exemplo.
Enviar documentos e fotos tornou-se mais prático, bastando juntar tudo em um arquivo e anexá-lo em uma mensagem. Isso, é claro, tornou-se fácil graças à velocidade de conexão muito mais alta e à interface muito mais amigável. Aliás, quem é que nunca enviou um trabalho seu de escola ou faculdade para o próprio email devido à praticidade?

Falando em interfaces, o GMail é o que traz mais variedade dentro de sua interface. Através dele (sem mudar nenhuma página) é possível facilmente bater papo pelo Google Talk, ler emails, listar as tarefas (To-Do), ver os seus compromissos (Google Agenda) e até atualizar o Twitter. Muita gente acha isso prático, mas outras preferem a simplicidade.
A interface completa do GMail.
Não somente o Google, mas a maioria dos grande portais associam as suas contas de email com os seus serviços. A Microsoft faz isso com o Hotmail, como dito acima, assim como a Yahoo!, ao associar o seu email ao Flickr, Yahoo! Respostas, Yahoo! Video e vários outros.

Tem quem diga que os mensageiros instantâneos, as redes sociais (como Twitter, Facebook e Orkut) e até mesmo os torpedos simplesmente deram um fim nos emails. Isso porque acabamos usando muito mais os modos de comunicação acima do que o próprio email.

Como dito anteriormente, o fato é que o email hoje tem a sua utilidade para comunicações formais, como as empresariais, para envio e troca de arquivos e guardar informações. Muitas pessoas só têm os seus emails pois precisam dele para se cadastrar em alguma rede social ou mensageiro instantâneo.

E é exatamente esse o ponto: há tantos serviços da chamada "Computação em Nuvens" que já estão sendo utilizados que fica óbvio que o email acabou se tornando, de fato, o seu endereço na Internet. E isso é comprovado com a utilização da Google Account, que surgiu do GMail e oferece serviços como: Google Docs, Google Reader, Google Latitude, Google Voice e, futuramenteGoogle Wave. Ou seja, a maioria desses serviços afetam, de verdade, a nossa vida real.

Lino de Albergaria

Formado em Letras e Comunicação, com mestrado em Editoração na Universidade de Paris, Lino de Albergaria nasceu em Belo Horizonte e morou durante algum tempo no Rio de Janeiro e São Paulo. Escreveu e publicou diversos contos em suplementos literários e revistas de todo o país. Tem histórias infantis publicadas na Bélgica. Autor de quatro romances para o público adulto, a maior parte de seus livros é dirigida para o público juvenil. É doutor em Literaturas de Língua Portuguesa e também fez várias traduções de originais franceses.

Lino de Albergaria nasceu em Belo Horizonte, no dia 24 de abril de 1950, irmão mais novo de uma família de cinco filhos. A cidade, nas lembranças de sua infância, tinha muito mais árvores e as ruas eram de paralelepípedos, depois transformados em asfalto. Sobre esse chão, ainda havia os trilhos por onde corriam os bondes. Bandos de pombos cruzavam o céu de seu bairro e eram comuns os cachorros vira-latas, hoje desaparecidos como os pardais substituídos pelos bem-te-vis. Não fazia tanto calor, as noites eram mais frias, os prédios não eram tantos. Como a maioria das casas, aquela em que se criou, na rua Espírito Santo, perto da avenida do Contorno, tinha quintal, onde cachorros e galinhas conviviam com árvores de frutas: jabuticaba, manga, abacate, pitanga e goiaba.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Resultado de imagem para lino albergaria biografia                                                        Resultado de imagem para lino albergaria biografia